Programa Aerodefesa tem primeiros desembolsos previstos para 2014, favorecendo indústrias de defesa e aeroespacial
Plano de Negócios de pelo menos 12 empresas do setor aeroespacial e de defesa da região foram aprovados no Programa de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa, lançado pelo governo federal este ano para apoiar iniciativas no setor.
O resultado final do processo de seleção foi divulgado anteontem pela Finep (Agência Brasileira de Inovação), uma das coordenadoras do empreendimento.
Participam também o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Ministério da Defesa e AEB (Agência Espacial Brasileira).
Entre as empresas da região selecionadas estão Embraer, Avibras, Akaer, Iacit, Novaer, Aernnova, Globo Usinagem, Alltec, Tecsys e Compsis.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao todo, foram aprovados 91 planos de 64 empresas líderes que somam R$ 8,68 bilhões frente aos R$ 2,9 bilhões disponíveis para financiamentos de projetos nesse segmento.
Seleção
A chamada selecionou planos de negócio de empresas brasileiras que contemplaram projetos de inovação em quatro linhas temáticas: aeroespacial; defesa; segurança; e materiais especiais.
O MCTI informou que a ideia é incentivar o adensamento de toda a cadeia produtiva destes setores, considerados estratégicos dentro do Plano Inova Empresa.
De acordo com o ministério, a demanda do Inova Aerodefesa, proveniente dos planos de negócio recebidos, atingiu R$ 10 bilhões – valor 3,4 vezes maior do que os recursos disponíveis no edital.
Ao todo, foram 98 planos e 70 empresas líderes (cada líder poderia mandar até quatro propostas).
Financiamento
A próxima etapa é a de estruturação do plano de suporte conjunto.
Para essa fase, que está prevista para acontecer em janeiro, as empresas líderes receberão por e-mail maiores informações a respeito.
Os projetos que forem contemplados terão financiamento do governo.
Cada projeto receberá até 90% do financiamento, sendo os 10% restantes contrapartida obrigatória do selecionado.
A Avibras, por exemplo, teve planos selecionados para os segmentos aeroespacial, de defesa e de materiais especiais.
A Embraer teve planos selecionados para os setores aeroespacial e de defesa.
A Akaer apresentou plano de integração de aeroestrutura de aeronaves.
A empresa, inclusive é parceira da sueca Saab, que irá fornecer 36 caças Gripen NG para a Força Aérea Brasileira.
A Akaer é responsável pela fuselagem central, traseira e pelas portas do trem de pouso do supersônico sueco.
A previsão das empresas participantes do programa é que o Plano de Apoio do governo federal deverá gerar muitos empregos diretos e indiretos na execução dos projetos que forem contemplados com financiamento.
Executivo planeja recursos para aeronave
Diretor Executivo da Novaer Craft Empreendimetnos Aeronáuticos Ltda., Graciliano Campos, disse que a próxima etapa do processo de definição dos projetos que serão contemplados pelo Plano de Apoio Conjunto Inova Aerodefesa é decisiva.
“Na próxima fase, as empresas irão defender presencialmente seus planos de negócios”, disse o executivo. Campos relatou que o fato de a sua empresa ter sido selecionada em todas as etapas já é um fato importante.
“Vencemos várias batalhas. Vamos para a próxima”, disse o diretor da Novaer. Se conseguir financiamento, a intenção da empresa é utilizar os recursos para complementar a fabricação do avião desenvolvido pela companhia. A Novaer desenvolveu o T-Xc, monomotor para emprego militar e civil. É preciso certificar a aeronave e montar a produção.
SAIBA MAIS
Financiamento
Empreendimentos selecionados terão financiamento de 90% pelo governo federal, com contrapartida de 10%
Apoio
Governo Federal lançou edital para apoiar empreendimentos do setor aeroespacial, de defesa, segurança e materiais especiais
Programa
É o Plano Inova Aerodefesa
Recursos
Os recursos disponibilizados somam R$ 2,9 bilhões
Empresas
Ao todo, foram 98 planos e 70 empresas líderes (cada líder poderia mandar até quatro propostas) apresentaram plano de negócios
Seleção
No total, 91 planos de 64 empresas líderes que somam R$ 8,68 bilhões foram selecionados para concorrer à linha de financiamento
Região
Planos de negócios de menos 12 empresas da região foram selecionados
Fase
A próxima fase será a estruturação do plano de suporte conjunto, considerada decisiva
Fonte: O Vale – Chico Pereira
Estranhamente, não consta nessa lista a Polaris. Empresa fabricante do primeiro motor turbojato brasileiro (TJ1000). Será que ela não contemplaram projetos de inovação em materiais especiais. Visto que, a Polaris pretende a longo prazo oferecer uma versão certificada para aeronaves, visando substituir motores Pratt & Whitney Canada PT6 do treinador básico T-27 Tucano. Um projeto do tipo necessitaria de apoio governamental devido aos altos custos de certificação.
Iniciativa de grande importância!