A Rafael Advanced Defense Systems Ltd. anunciou o SPIKE ER2, um míssil de 5ª Geração de Longo Alcance, projetado para permitir a superação tática conjunta para manobras terrestres, e dissuasão naval.
O novo míssil, que será revelado na MSPO 2018 em Kielce, na Polônia, apresenta várias novas capacidades e uma combinação de maior distância de até 10 km para lançamento na superfície, e 16 km quando disparado de um helicóptero, engajamento com capacidades NLOS (lançamento para coordenadas de grade), enquanto retendo o legado do SPIKE, de peso relativamente baixo (menos que 34 kg) e alta letalidade. Todos estes detalhes constituem fatores diferenciadores significativos para o mercado de mísseis guiados de precisão.
O SPIKE ER2 faz parte do legado da família mais ampla de mísseis SPIKE, que evoluiu para um dos mísseis mais testados em combate, integrado a mais de 45 plataformas, em uso por 30 nações, com mais de 30.000 mísseis já fornecidos e 5000 mísseis disparados.
A variante SPIKE ER (Extended Range), que agora foi atualizada para o SPIKE ER2, é o membro do meio da família, com um alcance de 8 km, e um vasto portfólio de plataformas, incluindo o helicóptero Tiger, Blackhawk da Colombia, o italiano AW129 Mangusta, o helicóptero romeno Super Puma, o Super Cobra e muitos tipos diferentes de veículos terrestres e embarcações navais.
O SPIKE ER2 inclui uma nova variante de datalink de RF para maximizar a gama energética do míssil para um melhor lançamento stand-off a partir de plataformas rotativas, permitindo o alcance de 16 km. Ele também contém um seeker avançado moderno com sensores com alta resolução IR para aquisição de alvo de alcance estendido e um rastreador de alvos multi-espectral, permitindo a fusão de dados sensoriais, uma característica importante nos ambientes enfumaçados dos campos de batalha de hoje. O míssil também tem um rastreador de alvo marítimo especial que pode sustentar o lock-on no alvo no ambiente marítimo.
O seeker do SPIKE ER2 foi projetado para a arena de batalha moderna, permitindo a capacidade de “hotswap” de troca sensorial entre IR para midflight de dia (ideal para detecção de alvos camuflados). Além disso, o SPIKE ER2 possui conectividade de rede e capacidades de engajamento sem linha de visão (NLOS), incluindo uma unidade de medição inercial (IMU) para missões de alocação de terceiros, permitindo o disparo do míssil para coordenadas de alvos de grade NLOS.
A letalidade aumentada do míssil consiste em uma combinação de precisão muito alta (independentemente do alcance), um ângulo de ataque muito alto e ogivas avançadas, tornando a letalidade do SPIKE ER2 incomparável. Sua avançada ogiva Tandem HEAT possui capacidade de penetração de blindagem de todos os MBTs conhecidos e capacidades anti-estrutura incorporadas. Uma opção de Ogiva (Anti-fortification / anti-ship) de penetração, explosão e fragmentação (PBF) também está disponível.
O SPIKE ER2 possui integração livre de risco e compatibilidade com todos os lançamentos legados da família de mísseis SPIKE, exigindo apenas atualização de software, para um rápido fielding.
A Rafael está designando o SPIKE ER2 para o programa Tiger alemão, aproveitando a integração do SPIKE ER ao Tiger espanhol. A compatibilidade incorporada do SPIKE ER2 ao lançador existente permitirá essencialmente uma solução plug-and-play sem risco de integração, a baixo custo.
O SPIKE ER2 também será oferecido ao Exército Polonês como um míssil teleguiado de precisão (PGM) montado no veículo montado na superfície a superfície, bem como PGM rotativo para os helicópteros Mi24 e Sokol atualizados.
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN
FONTE: Rafael
Impressionante… uma evolução considerável em relação as antigas versões do Spike , outras fontes falam em 25km de alcance (16 milhas) achei muito interessante o método de guiagem para este perfil de ataque sem linha de visão (NLOS) a inserção do datalink de rádio frequência para guiagem terminal tem a finalidade de que tropas avançadas designem o alvo para o míssil, assim o helicóptero dispara o míssil na direção do alvo que se orienta por uma guiagem inercial na fase inicial e logo após o comando é passado para outra fonte em terra que está emitindo sinal e designando o alvo comunicando com o míssil através do datalink RF… a vantagem claro é o aumento de alcance para atacar alvos no solo porém penso tem como desvantagem estar vulnerável a interferencia de jammer que podem desorientar o míssil, se bem que nem sempre o alvo terá um interferidor para livrar a sua pele! Um material muito interessante e deveria ser pensado com bastante afinco pelas nossas forças armadas
Missil de patrão !!!