Por Vera Araújo
Quando foi decretada a Garantia da Lei e da Ordem no Rio, em julho do ano passado, Sinott Lopes foi escolhido para assumir o comando operacional das tropas por ser considerado um estrategista nato. Esta semana, na ausência de Braga Netto, que ficou em Brasília desenhando o plano da intervenção, com foco principalmente nas questões jurídicas, Sinott Lopes cuidou da parte mais operacional: recebeu informações da segurança e começou a organizar as próximas ações.
O general traz na bagagem a experiência de já ter comandado tropas em comunidades. Em 2014, foi um dos comandantes da Força de Pacificação do Complexo da Maré. Em setembro do ano passado, foi o coordenador das operações das Forças Armadas no Rio durante as operações de ocupação da Rocinha. Durante a Olimpíada, chefiou, junto de Braga Netto, o Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo.
Sinott Lopes já deixou claro que prefere trabalhar com ações de longo prazo. E que acredita na tática de conquistar a confiança da população. Em entrevista ao GLOBO, na época da ocupação da Rocinha, reiterou a importância de os moradores “vencerem o medo” e denunciarem bandidos. “A comunidade é que detém a oportunidade de contribuir para que este trabalho que estamos fazendo agora se perpetue por muito tempo”, afirmou na época.
FONTE: O Globo