NAM ‘Atlântico’ lança o ScanEagle pela primeira vez

Atracado no Porto de Rio Grande (RS), o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico (A 140) lançou de forma inédita na última sexta-feira (28), um Sistema Aéreo Remotamente Pilotado Embarcado (SARP-E).

A operação, que representa um marco importante no avanço tecnológico da Marinha do Brasil (MB), tem o objetivo de identificar a situação dos locais mais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, registrando situações de alagamento, destroços e a possibilidade de locais ainda não verificados.

Durante a ação, foram observadas regiões como a Lagoa dos Patos, a Ilha dos Marinheiros e toda área da costa.

Todas as imagens captadas são transmitidas simultaneamente para a equipe em terra na Força Naval Componente do 5º Distrito Naval, em Rio Grande, que faz parte do Comando Conjunto da Operação “Taquari 2”.

O lançamento foi conduzido pelo 1º Esquadrão de Aeronaves Remotamente Pilotadas (EsqdQE-1). De acordo com um dos integrantes da equipe, o uso da tecnologia é mais uma forma da apoiar as ações no Sul. “Trata-se da capacidade de colocar os olhos da Força Naval no ar para que a gente possa observar tudo que for necessário e poder dar continuidade à ajuda humanitária na região.”

Sobre a aeronave

O Insitu ScanEagle (RQ-1) utilizado tem capacidade de realizar missões de vigilância, reconhecimento e coleta de dados com alta precisão. O alcance máximo é de 54 milhas náuticas (aproximadamente 100 km) de distância do navio-base e até 24 horas de autonomia.

O equipamento, considerado de baixo custo, recebe até oito litros de combustível, tem 3,1 metros de envergadura e possui uma câmera eletro-ótica com um zoom que aproxima em até 171 vezes. Isso significa que, sobrevoando a dois mil pés de altitude, o sistema é capaz de registrar a imagem da placa de um veículo, por exemplo.

Para que a operação seja realizada, o Esquadrão precisa embarcar todo o material de apoio como o lançador, a estação de controle e o sistema de recolhimento. O processo de retorno da aeronave ocorre a partir da redução da velocidade, até que ela seja capturada.

O avanço tecnológico na Força

Com o lançamento, a Marinha do Brasil se adéqua à necessidade da operação com os meios e capacidades que já possui e abre caminho para futuras operações de SARP-E, a partir do Atlântico. A expectativa é que, com o contínuo desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, os drones desempenhem um papel cada vez mais importante em diversas áreas, contribuindo para a segurança, a eficiência e o desenvolvimento sustentável.

Esse marco reforça o papel da Marinha na busca por soluções inovadoras em prol da sociedade e da defesa do País.

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