A Polaris, sediada em São José dos Campos, desenvolveu uma microturbina a gás de apenas 160 mm de diâmetro, gerando 200 lbf de empuxo, pesando apenas 10Kgs e até 300km de alcance. Esta Pequena Turbina é capaz de produzir esse empuxo com baixo consumo de combustível, o que permitirá fabricar mísseis pequenos, baratos e precisos, com alcance elevado. O novo motor, denominado TJ200, deverá ser apresentado nos EUA em fevereiro em um evento de fornecedores do exército americano e será apresentado ao público na FIDAE 2014 – Feria Internacional del Aire y del Espacio no Chile, nos dias 25 a 28 de março. A empresa levará dois exemplares para expor a inovação tecnológica e apresentar aos seus potenciais clientes.
Turborreator TJ200
No caso da Polaris, isso só foi possível, porque a empresa desenvolveu, com apoio da FINEP, um compressor inovador, tipo axial, denominado TwinBlade, capaz de gerar altas taxas de compressão com menos estágios – O novo compressor encontra-se em fase de testes em um motor Polaris TJ1200, de 1200 lbf de empuxo. A nova tecnologia de compressor axial é de propriedade da Polaris e é uma inovação mundial em Turbinas. O compressor axial utilizado no projeto desse turbojato é transônico e é capaz de gerar uma razoável taxa de compressão, reduzindo consideravelmente o consumo de combustível. Nesses tipos de pequenos motores, o gargalo tecnológico é a eficiência, o que implica em menor consumo de combustível para gerar o empuxo adequado.
Turbojatos desse porte, geralmente são fabricados com compressor centrífugo, o que compromete o diâmetro, para o empuxo desejado, não permitindo seu uso no setor de defesa. Com a tecnologia do TJ200, engenheiros da Polaris afirmam que empresas do setor poderão construir mísseis de pequeno calibre, que podem atingir alvos a centenas de quilômetros de distancia. Devido ao seu porte pequeno, esses mísseis, mais baratos, têm aplicações em operações cirúrgicas para alvos predefinidos ou mesmo em missões de saturamento de área com maior numero de unidades disparadas.
Com o sucesso desse motor, a Polaris se credencia como a primeira empresa no mundo a produzir turbojatos eficientes de pequeno porte, abrindo uma porta para os fabricantes de foguetes de baixo calibre migrarem para a produção de mísseis, de baixo custo, para missões de longo alcance.
A Polaris é uma empresa de base tecnológica, especializada no desenvolvimento e fabricação de turbinas a gás. A empresa já produziu 14 patentes tecnológicas e fabricou turbinas a gás de vários tipos, de compressores centrífugos a compressores axiais; com câmara de combustão de tipo anular ou caneco. Atualmente a empresa, negocia a participação de investidores nacionais e estrangeiros para alçar vôos mais altos, com maior investimento em seus projetos, visando atender a demanda e o desenvolvimento de turbinas mais arrojadas. Seu maior objetivo é produzir turbinas a gás para a geração de energia elétrica.
Agradeço os seus esclarecimentos, já leio os blogs de defesa as mais de 10 anos e só agora estou me sentindo a vontade para comentar. Quanto a sua colocação de que as turbinas são para misseis de longo alcance e que esses nós não utilizamos, o matéria fala de capacidade de 300 km, e esse alcance é o mesmo dos misseis ou foguetes, utilizados na nova família de sistemas de artilharia Astro 2020. Ai fica a minha pergunta, esse motor não poderia equipar esses misseis ou foguetes. Quanto a venda para o mercado internacional, muitas vezes ela se concretiza quando o equipamento é testado ou utilizado pelas forças do seu país de origem.
Grato pela sua colocação.
Temos uma turbina maior, bem maior, que poderia ser usada mas precisariamos de certificação de segurança, pois ela levaria pessoas, ou seja, para aviões, caças e etc, e essa certificação é de 80mio de dollares. A turbina do AVM300 é apenas um projeto menos dessa turbina de grande porte. Bom, sobre usálas, disso não sei nada a respeito!
Acho que, a partir dessa turbina, poderemos desenvolver mísseis nos moldes ao Meteor (um míssil BVR movido a turbojato).
Prezados senhores,
Gostaria de receber informes.
Grato,
Paulo Barboza
investimentos nacionais e estrangeiros ou mesmo parceria com os suecos que tem experiência em turbinas através da VOLVO é sempre bem vinda, desde que o controle majoritário fique nas mãos de brasileiros.
Li em um outro site de assuntos militares, que essa empresa não contou e nem conta com o apoio do governo no desenvolvimento dessas turbinas, e me parece que eles expuseram o produto em um evento, salve engano em Brasilia, sendo que os proprietários da Polaris reclamaram que o ministro da defesa Celso Amorim nem se interessou em ir visitar o estande da empresa. Se isso for verdade, projeto que não serve para o nosso governo, serve para os EUA. Se essa situação for confirmada, a Polaris deveria se transferir para os EUA, e deixar que o Brasil com seu desgoverno adquira essa tecnologia em uma nova compra internacional com TOT irrestrita.
Infantariaaaa…..
é o contrário, conta com o apoio do governo, através da FINEP, queriam que o celso visitassem o stand(Lá estava a turbina do AVM300, esnos não damos a mínima para ela. É importante fazer projetos pensando no mercado externo. Para oquê vamos fazer turbinas para mísseis de longo alcance se não usamos? Ué, dominamos a tecnologia, temos um produto com alto valor agregado e podemos atingir um mercado sem concorrência. Quer coisa maior? isso deixa a empresa mais forte. Eles tem uma grande turbina aeronáltica, mas precisam de dinheiro para obter certificações e montar protótipos para testes. Mas nãoqueremos turbinas aeronauticas, queremos comprar elas dos EUA pronto, gerando emprego e renda lá. Acho que o FX2 a GE deveria passar tecnologiapara a polaris(Modernização da planta industrial, se necessário, e produção em escala principalmente, já que a Polaris sabe fazer turbinas, só precisa aprender algumas coisas) assim como a Selex poderia passar ToT de Radar AESA para a mectron, que com apoio do GF, poderia estudar e montar protótipos de um Radar AESA para que a ToT seja realmente válida. Devíamos também ter um projeto de jato 100% nacional, com radares, turbinas e aviônica em geral brasileira, um jato tipo o Tejas, isso iria mostrar ao mundo nosso domínio tecnológico, sem contar que é uma forma de aprendermos mais e garantir nossa independencia tecnológica.
Parabéns a Polaris, e com os investimentos certos no futuro o Brasil vai se tornar independente de turbinas civis e militares estrangeiras. A Embraer seria a maior beneficiada com essa tecnologia totalmente nacional e reduziria os gastos e o preço final dos seus aviões frente a seus concorrentes diretos.
Turbinas a jato como usadas nos mísseis são diferentes das turbinas civis e turbohélices. Mas se fazemos um, com certeza conseguimos fazer os três.
A Polaris tem uma turbina de grande porte que por falta de apoio parou o desenvolvimento e tem estudos pra fazer um turboélice para os T-27 da FAB numa matéria já postada aqui no DAN.